sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quem é vivo sempre aparece...

Estava lendo meus textos, rapaz eu brocava muito... Porém aprendi muita coisa desde o meu primeiro post.

E por causa desse aprendizado me senti obrigado a fazer uma errata de um texto meu...

Em um dos textos eu coloquei que vício era coisa de desocupado, pois bem, eu discordo... Hoje vejo o quanto o "vício" é uma questão social, daí a palavra "hobby" que ninguém diz que é vício por ser aceito nos dias atuais. A sociedade (ou seja nós mesmos) nos obriga a fazer algo, sair do ócio e de preferência algo prazeroso. Então nós fazemos, pois somos seres sociais e como tais precisamos seguir as demandas que nos são colocadas. A questão é que precisamos conquistar o nosso grupo pelas nossas ações ou de alguma outra forma. Então pense no quanto a inserção do indivíduo em certos grupos sociais dependem do uso contínuo de alguma substância química? Como o bom e velho: " Pow, vei... Não vai beber nenhum um pouquinho... Relaxa, não tem nada demais não." Imagine então o quanto existe a depedência de estar sempre atualizado em algo para se inserir no grupo (ex.: "Você viu o jogo Santos x Flamento? Jogão, épico, se não viu perdeu."), claro que cada grupo tem um interesse específico. Sempre que mudamos nossos "vícios" mudamos nossos grupos sociais, mas independente do grupo, estaremos sempre dentro de um linha de abuso de algo, a questão é o quanto esse algo é aceito.
Fico muito triste quando vejo em minhas palavras que "vício" é coisa de desocupado, hoje não gosto nem da palavra vício. Por isso venho por meio deste, pedir desculpas a todos que foram reprimidos por serem dependentes de algo e dizer: Temos que primeiro entender o contexto que fez a pessoa seguir um caminho antes de julgar, pois até mesmo quando estamos julgando a discriminação, diversas vezes, nos tornamos discriminadores, imagine quando estamos julgando o abuso de algo, o tanto de coisa que já abusamos e não julgamos na nossa vida...